Quarta-feira, Dezembro 08, 2004

Ética

Ontem, tive o privilégio de assitir a uma palestra de um cara fantástico. Gabriel Chalita é o nome dele. Menino novo (35 anos) Chalita é Secretário da Educação do Estado de São Paulo. O currículo é extenso e diretamente proporcional à sabedoria plenamente incorporada nas cadeiras por que passou. Chalita é doutor em Comunicação e semiótica, mestre em ciências sociais e bacharel em filosofia. É também professor nos cursos de graduação e pós-graduaçào de algumas universidades paulistas. Com 36 livros publicados, Chalita é menbro da União Brasileira do Escritores e é, mais que todos esses títulos e cargos, uma boa pessoa.
A primeira vez que lembro ter prestado atenção no nome foi numa notícia de jornal que contava que o governador Alckmin tinha ido até o RJ assitir a uma premiação que Chalita participaria: ele seria escolhido educador do ano. Não lembro quem organizou a premiaçào.
Depois fiquei sabendo que ele viria a Porto Alegre a convite da empresa em que trabalho. O extenso currículo desenhado nas áreas do conhecimento que tenho interesse, me fez reservar espaço na parca agenda de terça-feira. Valeu a pena.
O tema da palestra era ética e Chalita começou a exposiçào falando de amor, citando poemas e poetas. Falou também das inconstâncias e vicissitudes da vida. Mas diante de toda a complexidade que envolvia os temas abordados, chamou atenção a simplicidade com que Chalita percorria lembranças e exemplos que ajudavam a ilustrar o porquê de cada consideração.
Talvez nào saiba agora enumerar o que foi dito, e muito menos reproduzir conceitos e definiçòes. Ficou a impressào do conjunto e a alegria de saber que diante desse mundo caótico, onde a força e arrogância são impostas como forma de distinção e dominação,a beleza e a coerência da
simplicidade ainda encontram lugar para resistirem.